Primeiramente, gostaria de informar que ainda não descobri quem é o fotógrafo autor desta linda foto, Encontrei-a, por acaso, em uma postagem do FACEBOOK, não me lembro quem postou, e tão logo vi, logo a identifiquei como o lugar em que frequentei durante toda minha infância e juventude, lá na minha cidade natal.
Surpreso e emocionado, ao rever essa foto, passou-me pela memória, como um lindo vídeo-tape, os felizes tempos, até o final dos anos de 1970, em que o Ribeirão Bonsucesso era perene, durante todo o ano, em todas as estações, esbanjando água límpida e calcária, tal e qual se vê na fotografia, além da sua dadivosa abundância de trairas, piaus, bagres, cascudos e lambaris, sem se falar na prodigalidade de ouro em pó que os garimpeiros apuravam em suas bateias e, com essa riqueza, garantiam o pão de cada dia de suas casas e famílias.
O Boncesso (assim mesmo na forma reduzida), com seus diversos poços maravilhosos, além do "Moinho", como o "da Barra", o "Loriano", o "Veloso", o "Padre Adrião", o "Gameleira", o "Telena", o "Lapão". o "Caçador", o "Gabriel Mareco" e tantos outros, cada um tinha seu próprio "regulamento de uso", de conformidade com quem os frequentava, todos "funcionando" segundo os costumes da época, de forma "consuetudinária" no estrito sentido dessa palavra. As "administradoras" do córrego, verdadeiras guardiãs do regulamento, eram as lavadeiras e aguadeiras que mantinham severa vigilância quanto as regras que deveriam ser observadas por todos, no intuito de preservar a qualidade da água. E era assim que ninguém podia nadar nos referidos poços no período da manhã, pois até às 09 horas era o tempo reservado à coleta da água pura e cristalina destinada ao uso doméstico, naquele tempo em que não havia água canalizada e tratada, como hoje, quando a água era buscada no lombo dos jegues ou nas cabeças enrodilhadas das pobres mulheres que viviam desse penoso ofício. A partir das 09, até à hora do almoço, somente às lavadeiras era permitido exercer o direito de uso daquelas águas, quando as praias, os lajeados, as cercas de arame e os arbustos se transformavam em coloridos e perfumados quaradouros, onde se estendiam as roupas de todas as casas - ricas e pobres - de nossa feliz e abençoada terrinha. E então, depois de colhidas as trouxas de roupa limpa, a partir desse horário, até à noite, é que todos os poços ficavam à disposição de quem quisesse neles nadar à vontade, fazer suas estrepolias e gozar de toda aquela natureza como se ali fosse um pedacinho do paraíso.
No Poço do Moinho, porém, havia uma exceção, pois alí sempre foi proibido o acesso das mulheres, pela simples razão de que, nesse local , a qualquer hora do dia ou da noite, sob a borbulhante cachoeira, era permitida a "ducha" dos homens que alí nadavam nus, bem à vontade, protegidos pelos paredões de pedra e pela vasta vegetação dos morros, onde o sol não favorecia muito ao trabalho árduo das lavadeiras.
A foto acima, se for recente, certamente foi tirada em época chuvosa, em raro momento em que as águas já estavam naturalmente filtradas como acontecia antigamente. Hoje, infelizmente, todos nós sabemos que o Boncesso está poluído, não pelo lançamento de esgotos sanitários que seguem pela rede própria até serem lançados depois de sua barra com o Fanado, mas pelos detritos que descem dos morros próximos, em razão do aumento desordenado de residências populares que se multiplicam pelas grotas e encostas. Em vários poços, diferentemente do que se vê no "Caldeirão", estão assoreados pela ação da erosão e do processo de degradação provocado pelos garimpeiros, sendo que, em alguns locais, já foram perfuradas catas profundas e até mesmo túneis sem qualquer escoramento. Tudo isto tem que ser revisto e observado com muita atenção.
VISÃO DE FUTURO
Para aumentar o volume das águas será preciso recuperar seus mananciais na região dos Cupins, do Ribeirão do Meio, do Morro Redondo, assim como das Fazendas da Rocinha e Papagaio, além das propriedades mais próximas da cidade, como o Sítio do Baú, da Chácara de Elias Mota, da Chácara de Teco, Sementeira e pequenos lotes próximos da "Calçada" da "passagem molhada", na antiga estrada que ia para Chapada do Norte.
Também será preciso recompor toda a mata-ciliar que tem sido destruida pelo longo processo de retirada de pedras e de areia para uso como material de construção.
Depois de completado todo o processo de revitalização, através de mutirões e atividades mais planejadas, como dragagem mecânica em alguns pontos, espera-se poder voltar a usar esse córrego como fonte de água potável de ótima qualidade, pois, no processo "in natura" é ela, sem sombra de dúvidas, muito superior à água coletada no rio Fanado, mesmo que seja a adutora atual da COPASA localizada em ponto acima da Barragem das Almas.
Sem criar expectativas econômicas, evitando-se qualquer movimento especulativo, todos os moradores e proprietários, localizados nas margens desse importante corpo d'água serão diretamente beneficiados, pelo que se espera, também, por parte deles, a sua maciça adesão ao nosso projeto, colaborando, na medida do possível, com seu trabalho, apoio e encajamento.
A foto acima, se for recente, certamente foi tirada em época chuvosa, em raro momento em que as águas já estavam naturalmente filtradas como acontecia antigamente. Hoje, infelizmente, todos nós sabemos que o Boncesso está poluído, não pelo lançamento de esgotos sanitários que seguem pela rede própria até serem lançados depois de sua barra com o Fanado, mas pelos detritos que descem dos morros próximos, em razão do aumento desordenado de residências populares que se multiplicam pelas grotas e encostas. Em vários poços, diferentemente do que se vê no "Caldeirão", estão assoreados pela ação da erosão e do processo de degradação provocado pelos garimpeiros, sendo que, em alguns locais, já foram perfuradas catas profundas e até mesmo túneis sem qualquer escoramento. Tudo isto tem que ser revisto e observado com muita atenção.
VISÃO DE FUTURO
Para aumentar o volume das águas será preciso recuperar seus mananciais na região dos Cupins, do Ribeirão do Meio, do Morro Redondo, assim como das Fazendas da Rocinha e Papagaio, além das propriedades mais próximas da cidade, como o Sítio do Baú, da Chácara de Elias Mota, da Chácara de Teco, Sementeira e pequenos lotes próximos da "Calçada" da "passagem molhada", na antiga estrada que ia para Chapada do Norte.
Também será preciso recompor toda a mata-ciliar que tem sido destruida pelo longo processo de retirada de pedras e de areia para uso como material de construção.
Depois de completado todo o processo de revitalização, através de mutirões e atividades mais planejadas, como dragagem mecânica em alguns pontos, espera-se poder voltar a usar esse córrego como fonte de água potável de ótima qualidade, pois, no processo "in natura" é ela, sem sombra de dúvidas, muito superior à água coletada no rio Fanado, mesmo que seja a adutora atual da COPASA localizada em ponto acima da Barragem das Almas.
Sem criar expectativas econômicas, evitando-se qualquer movimento especulativo, todos os moradores e proprietários, localizados nas margens desse importante corpo d'água serão diretamente beneficiados, pelo que se espera, também, por parte deles, a sua maciça adesão ao nosso projeto, colaborando, na medida do possível, com seu trabalho, apoio e encajamento.

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